Palpitão do Oscar 2013

Filme: Argo

Há 23 anos, nenhum filme leva a estatueta principal da Academia sem ter uma indicação de melhor diretor a tiracolo. Curiosamente, a esnobada a Ben Affleck foi o que tornou Argo quase que uma barbada. O filme, que já vinha ganhando umas aqui e ali, levou todas as “prévias” importantes do Oscar. Poucos devem considerá-lo o melhor do ano, mas é difícil encontrar alguém que tenha algo contra ele, isso sempre ajuda. De quebra, em Argo, Hollywood salva vidas. Ou seja…

Torcerei, em vão, por Zero Dark Thirty. Mas só Lincoln parece ter alguma condição de surpreender.

Diretor: Steven Spielberg

Quando a lista dos indicados foi divulgada sem os nomes de Ben Affleck e Kathryn Bigelow, todos se apressaram para dizer que Spielberg ganharia fácil o seu 3º Oscar de melhor diretor. O problema é que Ben Affleck ganhou todos os prêmios importantes que se seguiram e Lincoln se viu quase sempre restrito a vitórias de Daniel Day-Lewis, então não dá para saber se Spielberg está mesmo na frente da disputa. De repente, Ang Lee pode se dar bem por ter conseguido realizar um filme que era considerado “infilmável”. Ou a campanha pesada dos Weinstein consegue fazer de David O. Russell o vencedor. Nem Haneke eu descarto, mas a Academia teria de estar muito apaixonada por Amour.

Estarei na torcida por Kathryn Bigelow. Dane-se se ela não está entre os indicados. Mas se der Spielberg, entenderei que é pelo conjunto da obra e ficarei feliz.

Ator: Daniel Day-Lewis

Única coisa que pode impedir a vitória do menino Lincoln é se muita gente achar exagerado que ele seja o primeiro ator na história a ganhar três Oscars como protagonista (Jack Nicholson venceu três vezes, sendo que uma como coadjuvante). Mas mesmo quem não colocou ele em primeiro na lista de votação, deve ter colocado em segundo (explicando: a pessoa vota colocando os 5 indicados em uma ordem de preferência, podendo deixar espaços em branco). Então, chance dele perder é mínima.

Minha torcida é por Joaquin Phoenix. Mas acho que Hugh Jackman tem mais chances (0.02%, mais ou menos) de ser o grande azarão da noite do que ele.

Atriz: Jennifer Lawrence

A superexposição e o monólogo infeliz no Saturday Night Live (onde ela fazia piada com as suas concorrentes) pode atrapalhar, mas Jennifer Lawrence continua sendo a favorita. Pesa contra ela também a idade, já que muitos podem achar que ela ainda está muito verde para ganhar o Oscar. Ou que ela terá muitas outras chances e que, por isso, Emmanuelle Riva, que completa 86 anos esta noite, merece mais. Sendo que, geralmente, a Academia só premia estrangeiros que têm mercado para aproveitar do novo status em Hollywood. E, claro, muito menos gente deve ter visto Amour, enquanto Silver Linings Playbook tem a tal da campanha pesada junto aos votantes.

Torcerei por Jessica Chastain, mas o Oscar estará bem entregue de qualquer jeito, contanto que não vá para a pirralhinha Hushpuppy.

Ator coadjuvante: Tommy Lee Jones

O bom desta categoria é que você pode apostar sem ficar com vergonha de errar. A não ser que você opte por Arkin, que não tem chances e nem deveria estar ali. Philip Seymour Hoffman nunca pode ser descartado, mas The Master não parece ter sido muito visto. Pode pesar o valor sentimental do retorno de Robert De Niro, cuja última vitória foi antes deste que vos escreve ter nascido, mas acho o personagem muito protocolar para tanto.

Christoph Waltz pode ser considerado o favorito, mas será que darão dois Oscars para ele em apenas duas indicações, justamente por filmes de Tarantino? Muitos reclamam também que ele é o verdadeiro protagonista de Django, o que seria uma trapaça. Tommy Lee Jones está em um filme muito visto, tem respeito dos seus pares e ainda está ótimo em um papel forte e inegavelmente coadjuvante. Por isso, aposto nele. Mas daqui a 10 minutos, já posso ter mudado de ideia. Minha torcida é para Hoffman.

Atriz coadjuvante: Anne Hathaway

Ela é uma queridinha de Hollywood, tem talento, um dos melhores “Oscar clips” da noite, se jogou abertamente (ou desesperadamente?) na campanha para ser premiada e o filme ainda desmorona depois que ela sai de cena. Se perder, será a grande zebra da noite.

Vitória de Hathaway não me desagradará, longe disso. Mas eu preferia que desse Amy Adams.

Roteiro original: Django Unchained

O Oscar de roteiro original é aquela premiação ideal para se adular o diretor-autor que não vai ganhar nada “mais importante”. Foi assim que Cameron Crowe levou por Almost Famous; Sofia Coppola por Lost in Translation; e Tarantino por Pulp Fiction, por exemplo. Sendo que Quentin não teve a mesma sorte com Inglourious Basterds, que perdeu para The Hurt Locker, escrito justamente por Mark Boal, o roteirista de Zero Dark Thirty.

Uma nova vitória de Boal serviria para não deixar seu filme com as mãos abanando. Fora que os mais liberais podem ter usado o seu voto nesta categoria para dar uma tapa em Washington, que fez uma vergonhosa campanha contra o filme, em virtude das (totalmente justificadas) cenas de tortura. Mas como tanto ZDT quanto Django são filmes controversos (eu gostei bastante de ambos), é bem capaz que usem a categoria para premiar Michael Haneke.

Se der Zero Dark Thirty ou Django, eu estou satisfeito. Se pintarem Moonrise Kingdom de zebra, será uma adorável surpresa.

Roteiro adaptado: Argo

Pode acontecer aqui o prêmio menos merecido da noite. Se há algo de ordinário em Argo é o seu roteiro. Não que seja ruim, mas ele não tem absolutamente nada de especial. Lincoln largou como favorito destacado, mas o climão de aula de história parece não ter agradado tanta gente. Hoje, a alternativa mais possível parece ser a vitória de Silver Linings Playbook, como forma de não deixar David O. Russell sem nada. Só que, olhando para as outras categorias, fica difícil acreditar que Argo ganhe melhor filme e só leve mais um prêmio (ou talvez nem isso). Se der SLP aqui, pode ser um sinal de que Ben Affleck não guardará boas lembranças do Oscar de 203.

Ficarei na torcida por Lincoln, mesmo que aquele falatório todo quase tenha me ninado na primeira meia hora de filme.

Fotografia: Life of Pi

Nas premiações precursoras, despontou como favorito. E, realmente, o filme é uma pintura. No entanto, estou na torcida por Skyfall, porque Roger Deakins merece demais a estatueta (é a décima indicação dele, que ainda não venceu). Também não descarto Anna Karenina. A verdade é que pra qualquer um dos três o prêmio está bem entregue. Ainda coloco Django na lista. Só não gostei da fotografia escura demais de Lincoln, embora entenda a sua lógica.

Montagem: Argo

Pode-se dizer que a montagem do clímax de Argo é brilhante, porque deixa qualquer um tenso. E pode-se dizer que ela é medíocre, porque é toda baseada em velhos clichês. Contraditoriamente, acho que as duas teses fazem sentido. Mas o que deve pesar aqui é o fato de que, já que o seu diretor não pode ser premiado, outra categoria nobre terá de ser, para justificar a provável vitória como melhor filme.

Prefiro a montagem de Zero Dark Thirty, que deve ter sido muito mais complexa. Mas se tem gente que acha a caçada final a Bin Laden morosa por ser quase em tempo real (o que para mim é a melhor decisão tomada pelo filme), nada mais me surpreende. Uma improvável vitória da concorrência (Lincoln, Pi ou SLP) nesta categoria pode ser um indicativo de que teremos surpresa em melhor filme.

Direção de Arte: Anna Karenina

Optei por AK porque o elenco parece coadjuvante junto dos cenários do filme, montados quase todos dentro de um teatro e que, em determinados momentos, são trocados diante das câmeras. Por outro lado, isso pode ter irritado muita gente (eu demorei uns 20 minutos para me acostumar com a ideia). Mas todos os indicados aqui têm alguma chance. Les Misérables e Lincoln são excelentes no quesito, apesar do diretor do primeiro esconder os cenários com closes intermináveis em seu elenco.

Figurino: Anna Karenina

Como eu disse ontem no Twitter, esta premiação deveria ser rebatizada como “Melhores anáguas e frufrus”. E é uma categoria onde muitas vezes ganha um filme que não está concorrendo a nada muito grande. Por isso, a aposta em Anna Karenina. Cada vestido de Keira Knightley cobre 10m² quando ela se abaixa por alguma razão (e pense em alguém que se agacha por qualquer coisa!). Mas dependendo do amor por Les Misérables, a maré pode virar para ele. Sem contar que a grife Colleen Atwood (ganhadora de três Oscars) pode tornar Snow White and the Huntsman um filme premiado pela Academia. Melhor não.

Maquiagem: Les Misérables

Ninguém acha mais graça em ver atores transformados em hobbits, né? Muito mais legal ver grandes estrelas do cinema sujas, maltrapilhas e envelhecidas.

Música: Life of Pi

Um filme com poucos diálogos sempre favorece uma boa trilha. Ainda mais em um ano onde a concorrência não esteve lá muito inspirada. Uma vitória de Anna Karenina não me ofenderia. E uma de Argo não me surpreenderia.

Canção: Skyfall

Depois de ouvir a única canção original composta para Les Misérables, a horrorosa “Suddenly”, passei a apostar todas as minhas fichas em Skyfall. Primeiro porque muita gente deve ter ficado ofendida com a tentativa forçada de ganhar este prêmio para Les Mis. Segundo porque a franquia 007 nunca ganhou um prêmio de canção no Oscar, o que é um grande absurdo. E para completar, goste-se ou não da Adele, ela é uma figura curiosa e todos querem ver a sua reação ao vencer. No Golden Globe teve até high five com o James Bond.

Mixagem de som: Les Misérables

Você já deve ter lido/ouvido que todos os atores de Les Mis cantaram ao vivo durante as filmagens, enquanto um ponto passava para eles o som de alguém tocando piano dentro de uma caixa de plástico. Bem, se você não ficou sabendo disso, toda a Academia ficou. E taí algo que foi feito com excelência no filme e até seus detratores têm de admitir. Mas como um dos indicados por Skyfall vai concorrer pela 362ª vez e nunca ganhou (preguiça de procurar, mas acho que é a 16ª indicação dele), tudo pode acontecer. Aliás, o som também é ótimo em Lincoln, Argo e Pi, então nada seria absurdo nesta categoria.

Edição de som: Skyfall

Estou indo contra a maioria, que tem colocado Pi como favorito nesta categoria. Mas tenho esperanças de que as pessoas tenham ficado tão impressionadas quanto eu com a cena do metrô em Skyfall, que seria o seu principal concorrente. E ainda tem Zero Dark Thirty, Argo, Django e suas armas de fogo todas, mas parece pouco para desbancar os favoritos.

Efeitos visuais: Life of Pi

Só digo o seguinte: quem não votou nos efeitos do filme de Ang Lee merece ser jogado em um bote com Richard Parker.

Filme Estrangeiro: Amour

Há quem defenda a tese de que Haneke possa perder aqui, porque o tema do filme é muito desagradável. Não seria mesmo a primeira vez que algo assim acontece nesta categoria. O problema é acreditar que algum dos concorrentes tenha admiradores suficientes para que se arme uma zebra. Eu não vi nenhum dos outros indicados, então vou me abster de maiores comentários.

Animação: Brave

Muitos apostam em Wreck-it Ralph, que é um filme mais divertido e popular. Mas eu fico imaginando o que os mais antigos membros da Academia pensam de um filme sobre videogame, com ritmo alucinante e repleto de referências que eles talvez nem entendam. Fora que Valente, embora não seja aquilo que a gente espera da Pixar, é impressionante tecnicamente. De qualquer forma, estou na torcida por Frankenweenie, contanto que Tim Burton prometa que vai parar de fazer filmes live action. Ah, detalhe importante: os três favoritos são da Disney. Só uma vitória inesperada de ParaNorman faria Mickey Mouse colocar o rabo entre as pernas.

As pessoas mais fascinantes de 2011

Uma das tradições televisivas dos Estados Unidos é o programa onde a jornalista, escritora, apresentadora e tia velha profissional Barbara Walters mostra as entrevistas que fez com quem ela considera serem as pessoas mais fascinantes do ano que está chegando ao fim. Claro que a noção de “fascinante” dela é bem americana, ou seja: são as pessoas que mais fizeram sucesso ou que ganharam espaço na mídia por feitos heroicos ou por passarem por grandes sofrimentos. Tomo a liberdade de trazer para o não-blog a minha lista com quem realmente foi fascinante em 2011. Numa perspectiva galhofeira e absurdista, mas fascinante.

Beto Lee

O homem-vinheta das transmissões do Rock in Rio no Multishow cativou o público com seus pensamentos profundos, concatenando ideias inconcatenáveis ao fazer uso de um vocabulário exemplar, que chegava a ter até umas… doze palavras, vai. Sem função definida por quem dirigiu o desastre televisivo mais divertido de 2011, por vezes Beto apenas entrava em cena para informar que o próximo show iria começar. Mas, em muitas ocasiões, teve a inglória tarefa de falar por um ou dois minutos sobre o que viria pela frente no palco principal do evento. Aí, meu amigo, não saía nada que se aproveitasse. A não ser que você quisesse saber quais discos ele tem em casa ou que guitarras ele acha “iradas”. Vinheta de responsa, Beto Lee também era o responsável por dar a primeira palavra após cada show. E muitas vezes, não conseguia dizer nada além dessa palavra, quase sempre um adjetivo genérico, preferencialmente descabido. Tendo gostado até do show da Ke$ha, consagrou-se como o Caio Ribeiro do mundo da música e dos emaconhados.

 

Bruno Cortês

Chegado do minúsculo Quissamã, Cortês se destacou no Campeonato Carioca pelo pequeno Nova Iguaçu. Acabaria negociado com o Botafogo, onde uma série de boas performances o colocaram no radar do técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes. Convocado para os (sonolentos) amistosos do desafio entre Brasil e Argentina, Cortês mostrou que a amarelinha não lhe é um grande peso, sendo destaque no jogo de volta, em Belém, tendo inclusive participado da jogada de um dos gols que levaram à (inútil) conquista brasileira. Mas não foi a ascensão meteórica ou seu visual peculiar (um jeito simpático de dizer que ele é feio pra caralho) que fizeram do lateral esquerdo uma das pessoas mais fascinantes de 2011. O jogador caiu no gosto popular e ganhou tons foclóricos quando optou por se casar no Habib’s, aquela lanchonete onde todo o cardápio tem gosto de esfiha. Até o refrigerante.Até o bolo de noiva e o bem-casado. Bruno começará 2012 jogando no São Paulo e com a expectativa de se firmar na seleção. Na pior das hipóteses, se ele sumir com a mesma velocidade que apareceu, daqui a 10 anos ainda estaremos dizendo: “Lembra do Cortês? Aquele que casou no Habib’s?”.

 

Charlie Sheen

Como Letterman frisou por várias vezes em seu Late Show, enquanto Charlie Sheen se afundava nas drogas, caía desmaiado em quarto de hotel, batia na esposa e a traía com strippers, porn stars e prostitutas, estava tudo bem. Mas foi só ele xingar o chefe, que a casa caiu. Por muitos anos, Charlie Sheen tinha sido o ator mais bem pago da TV americana, pelo duríssimo trabalho de interpretar o papel de Charlie Sheen em Two and a Half Men. O programa saiu do ar no meio da temporada e seu protagonista foi demitido, iniciando uma guerra verbal onde sobrou para todo mundo envolvido com a série. Dedicado ao propósito de negar as acusações de que fosse dependente do crack, Charlie iniciou um breve passeio por talk shows americanos, onde conseguiu provar que estava mesmo viciado em crack. Chegou até a receber jornalistas em sua casa para colher amostras de sangue e urina fresquinhas, as quais disponibilizou para exames de detecção de uso de drogas (cujos resultados nunca apareceram). Transformado em piada mundial, Sheen ainda teve de aturar a maior humilhação que um homem pode sofrer na vida: ser substituído por Ashton Kutcher (perguntem ao Bruce Willis). Quando tudo parecia perdido (a exemplo da qualidade de sua arcada dentária), o ator deu a volta por cima, pedindo desculpas em pleno Emmy e tendo a boa notícia de que seu novo projeto de série estava aprovado. E até ganhou uma bolada milionária de indenização por ter sido demitido. WINNING. De meio a zero, com gol irregular, mas WINNING.

 

Christopher Chaney

Certamente, você nunca ouviu falar no nome dele. Inevitavelmente, você nunca voltará a ouvir. E provavelmente, você não decorou quando ele virou notícia em tudo quanto é meio de comunicação. Chaney foi o hacker/stalker responsável pelo vazamento das fotos de Scarlett Johansson pelada. Um preocupante passo para a consagração da invasão de privacidade das estrelas de Hollywood, mas um salto gigantesco em prol da satisfação da marmanjada (e parte cada vez maior da mulherada) mundial. O rapaz foi descoberto e vai ter de pagar pelo que fez. Mas na verdade, nós que devíamos pagar a fiança dele, para mostrar nossa eterna e desnuda gratidão.

 

Daniela Albuquerque

Um indivíduo que decide cursar Jornalismo porque leu uma embalagem de Toddynho e enxergou ali um sinal de Deus sempre será uma pessoa fascinante. Mas a robótica apresentadora (e primeira-dama) da Rede TV! deu novos saltos em 2011, ao ganhar lugar em um programa matinal ao vivo, o que deve ser a maior prova de irresponsabilidade vinda de qualquer ser humano que não tenha deixado uma criança trancada dentro do carro com os vidros fechados, debaixo do sol, enquanto saía para fazer compras. E aí, aconteceu de tudo. Chamou a Hebe de sebosa, atendeu ligações telefônicas imaginárias, ouviu de sua co-apresentadora que foi torturante lhe ensinar a fazer TV e relatou os encontros imediatos com um ET que a encoxou com sua “perna fina”. Horário nobre, aí vai a Daniela.

ps: Não, ela não é a mulher que matou um yorkshire. Ela seria incapaz de bater em uma mosca. No máximo, faria o bichinho morrer de vergonha alheia.

 

Espírito de Ayrton Senna

Não bastasse conviver com a culpa de ter aberto as portas para que Adriane Galisteu se tornasse famosa e abraçasse a sua vocação de esgotar todos os modelos televisivos existentes com programas fracassados que raramente chegam a durar seis meses, o fantasma do tricampeão mundial de Formula 1 foi usado de engana-besta nas transmissões das provas da categoria na tela da Globo. Depois de muito tentar, Bruno Senna conseguiu (leia-se: comprou) uma vaguinha na Renault para a reta final da temporada e coube ao tio famoso (e defunto) o papel de garoto-propaganda. Então, pra cada corrida de Bruno, surgiam matérias lembrando Ayrton e coroando seu parente como sucessor, pronto para carregar o legado da família. Bruno Senna até enganou nas primeiras provas, mas caiu de rendimento rapidamente, perdendo sua vaga na Renault e tendo de suar para conseguir (leia-se: abrir o cofre para pagar mais) manter o seu lugar no circo para 2012. Para completar a desgraça, o fantasma de Ayrton Senna ainda encerraria o ano em grande estilo, apresentando ao mundo (dos vivos) a bela canção de amor que fez para a mulher de sua vida, Xuxa Meneghel.E ele ainda escolheu as imagens do clipe!

 

Felipe Dylon

A musa do verão já havia sido notícia nos anos anteriores por ter aparecido em versões gorda e rastafari, mas nunca foi tão assíduo no site Ego (o site mais fascinante da Internet) quanto em 2011. Tudo porque esteve envolvido em um triângulo amoroso com uma moça conhecida por ser a Rihanna com sérias restrições orçamentárias da última novela do Maneco e outra moça conhecida por ser… a namorada de Felipe Dylon. E qual seria a decisão mais natural que alguém que pulou de galho em galho poderia tomar para encerrar um ano de incertezas amorosas? Casando com o galho escolhido, claro. Foi então que Dylon foi alvo da matéria mais intrigante do jornalismo de fofoca brasileiro em 2011: “Felipe Dylon bate um pratão em sua despedida de solteiro“, uma refeição em clima de reflexão. Melhor que isso, só se ele fosse um louva-a-deus imitando John Travolta.

 

Kim Kardashian

Herdeira mimada que se tornou célebre após a divulgação de uma sex tape, Kim é uma espécie de Paris Hilton étnica, morena, bonita, peituda e bunduda. Arranjou emprego pra família toda, já que o clã virou tema de um reality show famoso nos EUA. Como manda a cartilha das attention whores americanas, namorou um atleta. E com ele, seguiu outro passo da cartilha: um casamento cuja preparação da festa durou 17 vezes mais que os sagrados laços do patrimônio. Mas o que torna a mais famosa das Kardashians uma das pessoas mais fascinantes de 2011 é que ela se submeteu a um exame de raio-X para provar que suas nababescas nádegas não são frutos da injeção de todo o silicone que existe nesse mundo. A vida é mesmo feita de sacrifícios para a pequena Kim.

 

Manifestantes ucranianas

Nunca se protestou tanto quanto em 2011. A Primavera Árabe, com intensa participação popular, derrubou (ou pelo menos colocou em xeque) vários governos autoritários e corruptos no Oriente Médio e norte da África. Revoltados com o capitalismo desenfreado de Wall Street, pessoas tomaram o nervoso centro financeiro de Nova York para cobrar por uma economia mais justa e menos desigual. O impacto foi tanto, que a revista Time escolheu “os manifestantes” como personalidade do ano. Mas foram mesmo as peladas ucranianas (e não me refiro a todas as partidas do campeonato ucraniano que não fossem entre Shakhtar Donetsk e Dynamo Kiev) que mais se destacaram. Integrantes do Femen, grupo criado para defender os direitos das mulheres (a um bom fogão de seis bocas e auto-limpante, um bom tanque de azulejo esmaltado e a uma desnecessária variedade de cores de esmalte com nomes esdrúxulos), protestaram de peito aberto, gerando galerias de foto apetitosas semanalmente. Mas antes de se apaixonar por uma delas, lembre: essas moças reclamam de tudo. E dentro de casa, o protesto deve ser feito de dentro de um pijamão surrado mesmo.

 

Mario Balotelli

Para uns, marrento e irresponsável; para outros, autêntico e irresponsável. O Super Mario continua sendo o maior responsável por trazer um pouco de graça ao extracampo de um esporte que anda cada vez mais chato e certinho.Se no passado, já tinha vestido a camisa do Milan enquanto atuava pela Inter e sido preso junto com o irmão ao tentar invadir uma penitenciária feminina, em 2011, Balotelli trocou sopapos durante o treinamento, foi punido pelo técnico por ter se virado de costas para tentar marcar um gol de calcanhar, atirou dardos em jogadores da base do Manchester City, entrou em campo com a camisa velha da seleção italiana, virou hit do Youtube ao tentar vestir um colete de treino, incendiou a própria casa ao soltar fogos de artifício de dentro do banheiro e foi confundido com um ladrão ao voltar à sua residência para buscar alguns pertences. E o melhor de tudo: ele ainda joga muita bola e tem marcado gols importantes para o seu clube. E na goleada contra o rival Manchester United, pôde enfim desabafar: “por que sempre eu?”.

 

Mulher-Maçã

Convenhamos, tirando a Mulher-Melancia, que foi a primeira a surgir, a não ser que você seja muito punheteiro (e de muito mau gosto) você não é capaz de diferenciar as outras Mulheres-Fruta. Não sabe quem é a Mulher-Jaca, a Mulher-Melão, a Mulher-Moranguinho, a Mulher-Filé. É tudo tão confuso, que você até passa a achar normal ver “filé” sendo listado entre frutas. Portanto, há de se reverenciar o feito de Gracy Kelly, a Mulher-Maçã, que aproveitou a morte de seu idolatrado Esteve (sic) Jobs para se diferenciar das outras e se tornar a mulher-fruta da vez. A mulher-fruta antenada, apaixonada por tecnologia e gadgets, a mulher-fruta que decidiu tatuar o símbolo da Apple. A mulher-fruta que chorou muito com a morte do seu ídolo e mentor. Afinal, ele parecia uma pessoa do convívio dela, sabe?. Ah, antes disso, ela já tinha virado notícia, ao apresentar via release o seu novo namorado italiano, que simplesmente não existia. Vai ver foi um app estragado que ela baixou e não lhe caiu muito bem.

 

Princesas Beatrice e Eugenie

Elas usaram esses chapéus no casamento mais aguardado, fotografado e filmado do ano. Isso basta.

 

Robert Rey

Se essa lista já existisse em anos anteriores, o Dr. Hollywood já seria figurinha carimbada. Em 2011, foi responsável por uma das melhores entrevistas já concedidas em todos os tempos, acompanhada por um dos ensaios fotográficos mais espontâneos e elegantes da história. A íntegra, você pode ler no iG Gente, mas destaco os melhores trechos:

“Teve um cara que queria que eu fizesse uma asa nele. E tem muito machão que chega lá, mas machão mesmo, que me pede peito feminino. Mas eu falo: “Peitoral?”. Não, eles querem seios redondos mesmo. Até hoje eu não entendo…”

“Quebrei o braço de um gringo lá em Nova York. Durante um desfile, num teatro gótico superlegal. Saindo do teatro, eu escuto: ‘Rey, quando você vai sair do armário?’. Escutei 150 vezes e sorri, desliguei. Mas foi 151 vezes. Eu tirei meu paletó – claro, não ia estragar meu Versace de US$ 6 mil -, esvaziei meu bolso, tirei meu pó M.A.C., só pra ele ver que eu tinha, e disse: ‘O que você falou de mim? Vou te dar uma surra’. A alta sociedade de Nova York abriu uma roda e viu a luta. Aquele gringo nunca mais vai chamar brasileiro de viado. Todo mundo aplaudiu.”

“Vou te explicar uma vez só: as primeiras mil vaginas são interessantes. As cinco mil já começam a perder um pouco do interessante. Dez mil é 100% técnico. Meus amigos médicos me ligam e falam: ‘se eu vir mais uma mulher pelada eu me jogo do prédio’. Eu estou nas 30 mil! Você acha que minha esposa tem que se preocupar com alguma coisa? A anatomia é simples. A sedução vem daqui (e coloca as mãos na cabeça). Nunca fui desleal com minha esposa e nunca vou ser.”

 

Sarah Sheeva

Ex-Riroca, a filha da ex-Baby Consuelo, voltou à mídia em um papel bem diferente ao que costuma representar quando formava uma banda com as suas irmãs Nana Shara e Zabelê (isso já tá parecendo o refrão de um samba da Beija-Flor). A imagem de sensualidade ficou para trás e agora ela veste figurino de primeira-dama de cidade do interior e se tornou pastora evangélica, de um culto para mulheres que querem deixar de ser cachorras para passarem a ser “princesas”. Na sua pregação, homem não entra (e mulher entra de graça até meia-noite, com direito a clone de chopp). Ela diz que era ninfomaníaca, mas que agora está  há 10 anos sem sexo e 9 sem beijar na boca. E que só treme na base mesmo quando vê o moço que fez o papel de Thor nos cinemas.

Lorelai 2011 – Vencedores / Top 5 de beldades do Emmy 2011

Sem mais delongas, vamos ver quem leva o Lorelai pra casa (porque a Lorelai, levo eu) nesse primeiro ano. Para saber quem eram os indicados, clique aqui. Ao final do post, o listão com as belezuras mais suculentas que passaram pelo tapete vermelho do Emmy (OK, nessa parte de cerimonial, eles ainda levam vantagem).

Melhor Episódio (Comédia): Parks and Recreation – Harvest Festival

Duas coisas me encantam nesse episódio: a sobriedade da imprensa de Pawnee e a sedução que Lil Sebastian provoca nas massas.

Melhor Elenco (Comédia): Modern Family
No discurso de vencedor do Emmy, o criador da série fez questão de ressaltar o valor que as crianças trazem à atração. Para mim, ele estava claramente fazendo campanha para conseguir não só ter todo o elenco adulto indicado em 2012, repetindo 2011, como também colocar todo o infantil na lista, para maltratar de vez a concorrência. A verdade é que, quando os textos da série caíram (e caíram muito da 1ª pra 2ª temporada), foi o elenco quem segurou a barra e manteve MF entre as melhores comédias da TV.
Melhor Dupla (Comédia): Chris Pratt e Aubrey Plaza – Parks and Recreation
Para você que não vê a série entender a dinâmica desses dois: é como se Pink e Cérebro se enamorassem. Emanando aquela mesma energia que Jim e Pam geravam antes da rotina do casamento e da preguiça dos roteiristas de The Office.
Melhor Atriz Coadjuvante (Comédia): Martha Plimpton – Raising Hope
Lidera um elenco que consegue ser doce e cáustico com a maior naturalidade possível. Se derem mais atenção à série, verão que ela pode ser tão adorável quanto Modern Family.
Melhor Ator Coadjuvante (Comédia): Nick Offerman – Parks and Recreation
Ron Fucking Swanson, uma voz que a humanidade precisa ouvir. Não sei se fui me acostumando ou se Offerman foi se esmerando, mas hoje comprovo a qualidade do trabalho dele nos raros momentos em que Ron se permite deixar a casca pela qual tanto zela.
Melhor Atriz (Comédia): Amy Poehler – Parks and Recreation
Leslie Knope poderia facilmente ser a chata da série, mas Poehler conseguiu achar um tom ideal, algo que fica ali entre Liz Lemon e Michael Scott. Com a vantagem de ser a mais realista dos 3 personagens listados.
Melhor Ator (Comédia): Steve Carell – The Office
O Lorelai não vai cometer a mesma injustiça que o Emmy. Steve Carell não sairá de mãos abanando depois dos ótimos serviços prestados dando vida a Michael Scott. De quebra, vai levar também um Dundie, uma caneca de World’s Best Ex-Boss e um George Foreman Grill novinho em folha.
Melhor Série (Comédia): Parks and Recreation
A primeira temporada da série foi horrível. Aliás, horrível é um termo até bondoso para aquela desgraça. Abandonada a trama do parque no buraco (se nunca viu o programa, nem tente entender) e valorizados os coadjuvantes (até o Jerry tem seus momentos de brilho… até o Jerry!), engrenou. Ainda está longe de atingir o nível que The Office já teve, por exemplo, mas parece que os melhores dias da série ainda estão por vir.
Melhor Episódio (Drama): The Suitcase – Mad Men
Não faltam episódios brilhantes ao cartel de Mad Men. Mas de todos, talvez esse seja o meu predileto. Um ator, uma atriz, um roteiro e um cenário, reunidos, conseguiram gerar a tensão que em outras séries moveria toda uma parafernalha. Há até de se perguntar se o programa conseguirá atingir esse nível novamente.
Melhor Elenco (Drama): Treme
Acho que eu já disse tudo quando soltei os indicados: cada membro do elenco merece um abraço pelo que faz na série. Mesmo que a maioria não chegue a ser brilhante. E, por favor, encaminhar um Lorelai também à cidade de New Orleans, a verdadeira protagonista da série.
Melhor Dupla (Drama):  Kyle Chandler e Connie Britton – Friday Night Lights
Coach & Mrs Taylor, o casal mais simpático e realista da TV. O entrosamento entre os atores é tanto, que se Connie se deitar na cama de Kyle, é capaz dele chegar, dar um beijo de boa noite, reclamar do treino que deu pela manhã e dormir. Ou “dormir”, sem nem notar que está prestes a cometer um monumental adultério. Clear eyes, full hearts, can’t lose.
Melhor Atriz Coadjuvante (Drama): Margo Martindale – Justified
Essa senhora chuta bundas na segunda temporada de Justified. Atriz e personagem que deram outra dimensão à série em cada cena que apareceram. E pode ficar tranquila, Margo, aqui não tem nenhum degrau pra você subir.
Melhor Ator Coadjuvante (Drama): Irrfan Khan – In Treatment
Eita categoria enjoada, sempre é difícil escolher um pra torcer no Emmy. E olhe que a lista do Emmy sempre fica meio diferente da minha. Acho que pouca gente ainda lembrava que In Treatment teve sua temporada de despedida esse ano. Irrfan foi, junto com a Mia Wasikowska da 1ª temporada, o paciente mais desafiador e a atuação mais magnética que o programa teve. Uma pena que seu trabalho não tenha sido reconhecido nas premiações. Coube ao Lorelai reparar essa injustiça.
Melhor Atriz (Drama): Elisabeth Moss – Mad Men
Foi uma decisão difícil entre ela e Julianna Margulies. Embora ambas tenham tido um desempenho impecável, considero que o material de Moss era mais difícil de ser defendido. Sem contar que ela nunca mais terá um texto tão bom na vida, tenho de aproveitar para premiá-la agora.
Melhor Ator (Drama): Jon Hamm – Mad Men
Por mais que eu tenha ficado feliz com a vitória de Kyle Chandler no Emmy, pra mim Jon Hamm foi o melhor ator do ano. Não bastasse ter sido parte fundamental daquela coisa linda chamada The Suitcase, viu o seu Don Draper passar por mudanças violentas durante a temporada. Há 4 anos, uma das melhores coisas da TV. O azar dele é que existe um senhor chamado Bryan Cranston fazendo algo tão bom quanto (ou ainda melhor) em Breaking Bad, ainda com a vantagem de ter um papel mais explosivo.
Melhor Série (Drama): Mad Men
Justified e Fringe são divertidíssimas, cada qual ao seu estilo. The Good Wife é excelente, um respiro de qualidade na cada vez mais derrubada TV aberta. Friday Night Lights teve uma bela trajetória e já faz muita falta. Acredito que Boardwalk Empire e Game of Thrones, que já mostraram qualidades no ano de estreia, vão melhorar muito em suas segundas temporadas. Treme é uma pintura, mesmo que de difícil absorção. Mas a única série que pode fazer frente a Mad Men é Breaking Bad, que não pôde concorrer esse ano. Sendo assim, quem quiser que odeie, mas Mad Men manda no pedaço, mais ainda do que mandou no Emmy.
*****
E vamos às beldades do Emmy:
5. Rachael Taylor
4. Lena Headey 
3. Sofia Vergara
2. Cobie Smulders
1. Christina Hendricks

1º L… – Os melhores da TV na temporada 2010-11 (Indicados)

Antigamente, eu assistia essas premiações de TV e me indignava com as derrotas acumuladas pelas poucas séries que eu via. Não chegava a xingar muito no Twitter (até porque esse não existia), mas torcia o nariz para os supervencedores, como The Sopranos, The West Wing e Frasier, aos quais não tinha acesso, ou simplesmente interesse. Com o passar do tempo, o aumento do número de canais dedicados a séries, o advento da banda larga e um longo período de desemprego (o qual recomendo, se você for herdeiro de uma família de muitas posses, o que decididamente não é o meu caso), comecei a ver mais e mais séries, chegando ao ponto em que tive de criar um arquivo de Notepad para organizar essa grade e lembrar do que eu tinha de ver, quando passava e de que forma eu poderia ver (porque, claro, Sony e Warner adoravam colocar as coisas que eu via nos mesmos horários).

Acabou que hoje eu vejo o Golden Globe ou o Emmy e sei o que exatamente está sendo premiado (ou esnobado) em pelo menos 80% dos casos. Não que eu tenha deixado de chiar com alguns resultados, claro. Mas me vi na condição de listar meus próprios indicados para algo que até hoje eu chamava de “Emmy pessoal”, o que gerava outros arquivos do Notepad (Word é um editor de textos para coxinhas). Servia mais como uma forma (ineficaz) de prestar meu reconhecimento a gente que era constantemente esnobada, bem como de olhar para uma lista de indicados a prêmios de TV e finalmente não ver certas coisas que me desagradavam. E quando eu digo que chamava de Emmy pessoal, é justamente porque decidi homenagear uma dessas figuras esquecidas pelo prêmio da Academia de TV, de uma série igualmente negligenciada, batizando esse novo, imaginário e irrelevante galardão (vai olhar no dicionário, juro que não é gíria pra órgão sexual).

Se o Emmy pode ter nome de mulher, minha premiação também pode. Aliás, vale informar que o Emmy não ganhou esse nome por causa de alguma homônima, mas sim por causa do tubo de imagem que existia nas TVs da época (image orthicon tube), chamado carinhosamente de “immy”. Só não me pergunte por que alguém achou que seria mais carinhoso ainda feminilizar isso, escolhendo o nome Emmy. De qualquer forma, toda essa elaboração serve pra humilhar o Plácido Malaia Nunes e sua total falta de criatividade ao criar o Troféu Imprensa. Pois bem, a minha homenageada é a mulher ideal, a representação fiel de meu imaginário romântico/sexual, a estonteante, irresistível, irretocável e espetacular Lorelai Gilmore, personagem de Lauren Graham na finada série Gilmore Girls. Além de linda, a moça era inteligente, rápida no gatilho, criativa, sarcástica, irônica, sensível, charmosa e elegantemente desaforada. Só tinha um defeito: só existia na ficção. Portanto, de agora em diante, o meu Emmy pessoal passa a ser o Lorelai.

Minha premiação, minhas regras. Para quem não sabe como funciona o Emmy, cada ator deve se inscrever para participar, indicando em qual categoria pretende concorrer. E junto com a inscrição, submete um ou mais episódios. Isso cria uma certa distorção, já que um ator pode estar fenomenal naquele determinado episódio e parecer o Dustin Hoffman do comercial com o Ricardo Macchi em outros. Aqui a intenção é avaliar o desempenho geral do artista, mesmo que, no fim das contas, um grande episódio naturalmente sirva como diferencial. Tomei a liberdade também de definir quem é protagonista e quem é coadjuvante. Sendo que em séries com divisão de tempo em cena muito uniforme (por exemplo, Modern Family), considerei todos como coadjuvantes. Ator convidado? Pra mim, não existe. Quem fez uma ponta, pode até ganhar categoria específica no ano que vem (esse ano deu preguiça de relembrar), quem foi recorrente, entra como coadjuvante. Outra distorção evitada, porque John Lithgow concorreu ao Emmy como ator convidado, mesmo marcando presença em toda a quarta temporada de Dexter.

Por outro lado, cria-se uma nova distorção. A intenção é escolher os indicados entre as séries que acompanho. Portanto, gente que respeito muito, como Jim Parsons e Jane Lynch, não merecerão minha consideração até encontrarem um emprego decente (vai embora não, fã de Glee, fica mais um pouco, que deu trabalho pra escrever esse post). How I Met Your Mother, por exemplo, está inelegível, porque eu só comecei a ver a série esse ano (não me recriminem, já estou arrependido por conta própria) e não cheguei à sexta temporada, que seria a avaliada.

Há também a eterna dúvida com relação às dramédias: são comédias com elementos de drama, ou dramas com momentos cômicos? Para o Emmy, Boston Legal e Gilmore Girls eram dramas, quando sempre as vi como comédias, mesmo que tocassem em assuntos sérios constantemente. Penso que há um ranço de atraso que faz algumas pessoas pensarem que as comédias são, por natureza, obras menores, quando muitas vezes são bem mais complexas e bem sacadas. Por isso, toda série de uma hora de duração acaba se vendendo como drama. Saiba então que Shameless e The Big C foram contadas como comédias. Mesmo que muitas vezes não tenham graça. Mas The Big Bang Theory nunca tem graça, e todo mundo aceita numa boa que é uma comédia (vai embora não, fã de TBBT, fica mais um pouco…).

Você pode estar pensando: “Pera lá, quem esse cara pensa que é? Na mesma semana ele inventa um concurso de miss alternativo e uma premiação de TV? Com que autoridade esse bosta faz isso?”. Eu gostaria de responder, criteriosamente, a essa acusação, mas estou muito ocupado desenvolvendo a minha própria versão do prêmio Nobel.

ps: Anos depois, vi The Sopranos. E até hoje presto reverência à série que é diretamente responsável por toda essa era de ouro que a TV americana vai vivendo já há quase 10 anos. Mal aí, David Chase, não vai se repetir.

Seguem então os indicados ao Lorelai. Na segunda-feira, você confere aqui os vencedores (a premiação mais importante sempre é aquela que anuncia seus resultados mais tarde) e o top 5 de beldades do tapete vermelho do Emmy (OK, eles ainda levam vantagem com relação à cerimônia).

Melhor Série – Drama

Boardwalk Empire (HBO)
Fringe (FOX)
Friday Night Lights (DirecTV)
The Good Wife (CBS)
Justified (FX)
Mad Men (AMC)
Treme (HBO)

A ausência lamentável aqui é a de Breaking Bad, cuja nova temporada só estreou agora em julho. Faço menções honrosas a Terriers e Game of Thrones, que até poderiam estar nessa lista, mas seus pontos fortes foram agraciados em outras categorias.

Melhor Série – Comédia

30 Rock (NBC)
Community (NBC)
Modern Family (ABC)
Parks & Recreation (NBC)
Raising Hope (FOX)
Shameless (Showtime)

Ótimas comédias no ar, mas em número bem restrito. The Office caiu fora porque, tirando a sequência de despedida de Steve Carrell, o resto dos episódios não esteve à altura da série. Quem sabe agora, sob a administração de James Spader…

Melhor Série Estreante

Boardwalk Empire (HBO)
Game of Thrones (HBO)
Raising Hope (FOX)
Shameless (Showtime)
Terriers (FX)

Cinco ótimas séries, altamente recomendadas. Em um ano onde estrearam dezenas de bombas, nem foi difícil selecioná-las.

Melhor Ator – Drama

Steve Buscemi (Boardwalk Empire)
Kyle Chandler (Friday Night Lights)
Josh Charles (The Good Wife)
Jon Hamm (Mad Men)
Hugh Laurie (House)
Donal Logue (Terriers)

Melhor Atriz – Drama

Connie Britton (Friday Night Lights)
Julianna Margulies (The Good Wife)
Kelly McDonald (Boardwalk Empire)
Elisabeth Moss (Mad Men)
Katey Sagal (Sons of Anarchy)
Anna Torv (Fringe)

Melhor Ator Coadjuvante – Drama

Alan Cumming (The Good Wife)
Peter Dinklage (Game of Thrones)
Michael B. Jordan (Friday Night Lights)
Irrfan Khan (In Treatment)
John Noble (Fringe)
Michael Pitt (Boardwalk Empire)
John Slattery (Mad Men)

Atriz Coadjuvante – Drama

Christine Baranski (The Good Wife)
Cara Buono (Mad Men)
Michelle Forbes (The Killing)
Christina Hendricks (Mad Men)
Margo Martindale (Justified)
Archie Panjabi (The Good Wife)
Kiernan Shipka (Mad Men)

Melhor Dupla

Gabriel Byrne e Irrfan Khan (In Treatment)
Kyle Chandler e Connie Britton (Friday Night Lights)
Peter Dinklage e Jerome Flynn (Game of Thrones)
Jon Hamm e Elizabeth Moss (Mad Men)
Donal Logue e Michael Raymond-James (Terriers)
Timothy Olyphant e Walton Goggins (Justified)

Sei que essa categoria soa meio MTV Movie Awards (vocês não perdem por esperar a lista dos indicados a melhor beijo!), mas acho justo premiar a química que certos atores desenvolvem. Sejam formando um casal, pai e filho, uma dupla dinâmica ou antagonistas, alguns intérpretes conseguem carregar episódios e até séries nas costas quando combinados. Exemplos marcantes disso pra mim são James Spader e William Shatner em Boston Legal e Terry O’Quinn e Michael Emerson em Lost.

Melhor Elenco – Drama

Boardwalk Empire
Friday Night Lights
Justified
Mad Men
Terriers
Treme

Nunca entendi direito como funcionam essas premiações de elenco, se contam só o elenco fixo, se levam em consideração todos os convidados que passam pela série também… mas no meu entender, a categoria deveria servir de reconhecimento para aqueles que, mesmo sem terem cacife pra estar indicados nas categorias principais, fazem um bom trabalho e elevam a qualidade de suas séries. Ou seja, minha intenção foi olhar para o conjunto, ver os elencos que são mais equilibrados. Foi assim que The Good Wife, com suas 5 indicações individuais, ficou de fora. Porque pra mim, o resto do elenco da série, embora não faça feio, não se destaca muito. Por outro lado, em Treme, todo mundo merece um abraço pelos bons serviços prestados.

Melhor Episódio – Drama

Friday Night Lights – Always
Game of Thrones – Baelor
Mad Men – The Beautiful Girls
Mad Men – The Rejected
Mad Men – The Suitcase
Treme – Carnival Time

Se você está chiando com a quantidade de episódios de Mad Men, saiba que Breaking Bad pode atingir patamar parecido no ano que vem…

Melhor Ator – Comédia

Alec Baldwin (30 Rock)
Louis C. K. (Louie)
Steve Carell (The Office)
David Duchovny (Californication)
William H. Macy (Shameless)
Joel McHale (Community)

Melhor Atriz – Comédia

Toni Collette (United States of Tara)
Edie Falco (Nurse Jackie)
Tina Fey (30 Rock)
Laura Linney (The Big C)
Mary-Louise Parker (Weeds)
Amy Poehler (Parks and Recreation)

Emmy Rossum fez um trabalho superior a algumas das indicadas, mas não tive a cara de pau de indicá-la como atriz de comédia, se os grandes momentos dela foram todos dramáticos. Fica aqui a minha menção honrosa. E se ela quiser colinho e cafuné, também providencio.

Melhor Ator Coadjuvante – Comédia

Ty Burrell (Modern Family)
Garret Dillahunt (Raising Hope)
Donald Glover (Community)
Nick Offerman (Parks and Recreation)
Chris Pratt (Parks and Recreation)
Danny Pudi (Community)
Eric Stonestreet (Modern Family)

Melhor Atriz Coadjuvante – Comédia

Alison Brie (Community)
Joan Cusack (Shameless)
Jane Krakowski (30 Rock)
Aubrey Plaza (Parks and Recreation)
Martha Plimpton (Raising Hope)
Sofia Vergara (Modern Family)

Melhor Dupla – Comédia

Alec Baldwin e Tina Fey (30 Rock)
Ty Burrell e Julie Bowen (Modern Family)
Ted Danson e Zack Galifianakis (Bored to Death)
Donald Glover e Danny Pudi (Community)
Martha Plimpton e Garret Dillahunt (Raising Hope)
Chris Pratt e Aubrey Plaza (Parks and Recreation)
Eric Stonestreet e Jesse Tyler Ferguson (Modern Family)

Aqui temos exemplos de como uma boa química pode valorizar um ator bem limitado como Jesse Tyler Ferguson. Na mesma Modern Family, Ty Burrell tem uma incrível capacidade de puxar Julie Bowen junto, quando inspirado. Gostaria de poder colocar o entrosamento de John Krasinski com Jenna Fischer e/ou Rainn Wilson nessa lista, mas considero que os roteiristas pecaram muito no tratamento dos três personagens nessa última temporada de The Office.

Melhor Elenco – Comédia

Community
Modern Family
The Office
Parks and Recreation
Raising Hope
Shameless

Melhor Episódio – Comédia

30 Rock – Brooklyn Without Limits
Community – Cooperative Caligraphy
The Office – Garage Sale
The Office – Goodbye, Michael
Parks and Recreation – Harvest Festival
Parks and Recreation – Soulmates

The Office acertou muito pouco esse ano, mas acertou na hora certa e em grande estilo. Já 30 Rock e Parks and Recreation, foram mais regulares.

Miss Universo FIFA

Diante da dificuldade de analisar todas as 789 candidatas ao título do Miss Universo (não contei, mas a sensação térmica é essa), me peguei a pensar se não estava na hora dos organizadores investirem em eliminatórias regionais, para refinar a busca pela mais linda (mulher anoréxica que não tenha vergonha de usar uma coroa e uma faixa e acenar sorridente como se isso fosse completamente normal) do planeta. De início, minha intenção aqui era apenas montar meu tradicional onze inicial de beldades, mas pensei que poderia criar aqui uma nova competição, nos moldes da Copa do Mundo de futebol.

Para início de conversa, decidi selecionar as moças por região, sem usar de critérios mais elaborados (ou seja, escolhi as que o coração mandou, porque eu sou assim, romântico). Segui a divisão da FIFA, com apenas uma modificação: diante da escassez de candidatas africanas e da tradição e abundância (em sentido de número, lembrem que misses não têm nádegas) que os países caribenhos emprestam ao evento, transferi uma vaga. Considerei também que sul-americanas, norte-ou-centroamericanas e caribenhas, asiáticas e oceânicas disputariam duas repescagens e optei por dar essas vagas à Conmebol e à Concacaf. Tudo arbitrariamente, mas sem corrupção, afinal, eu não posso comprar meu próprio voto. Até posso, mas correria risco de tomar autocalote.

Sendo assim, chegamos às 32 classificadas para a disputa do I Miss Universo FIFA:

País-sede – Brasil
Concacaf – Aruba, Estados Unidos, México, Panamá e República Dominicana
Conmebol – Argentina, Bolívia, Peru, Uruguai e Venezuela.
UEFA – Estônia, Finlândia, Grécia, Holanda, Hungria, Israel, Kosovo, Polônia, Portugal, Rússia, Sérvia, Suíça e Turquia.
CAF – Angola, Egito, Gana e Maurício (não, não é aquele do vôlei, mas de repente ela pode lhe levantar).
AFC – Austrália, Coreia do Sul, Filipinas e Malásia.

Para a definição das cabeças de chave, fiz uso do ranking do Miss Universo. Sim, meus amigos, existe um ranking. E ele funciona como se fosse o quadro de medalhas olímpico, pontuando as moças que são coroadas rainha e princesas. OK, isso é no Baile Municipal do Recife, no Miss Universo não sei do que são chamadas as perdedoras mais bem qualificadas. Sendo assim, encabeçam os grupos as misses de Austrália, Brasil (que entra na lista como país-sede, mas entraria normalmente pelo ranking), Estados Unidos, Filipinas, Finlândia, México, República Dominicana e Venezuela.

Para completar os grupos, segui um preceito básico adotado pela seita comandada por Josep Blatter: adicionei uma europeia em cada chave. Depois saí sorteando o resto. Os grupos ficaram assim então.

A – Estados Unidos, Estônia, Coreia do Sul e Angola.
B – Venezuela, Holanda, Panamá e Egito.
C – Finlândia, Polônia, Aruba e Gana.
D – Filipinas, Turquia, Kosovo e Peru. *
E – Brasil, Hungria, Suíça e Bolívia.
F – Austrália, Portugal, Israel e Maurício.
G – México, Sérvia, Malásia e Argentina.
H – República Dominicana, Rússia, Grécia e Uruguai.

* Por favor, antentem para o potencial standupcômico do confronto Peru-Kozovo.

Para definir as vitoriosas em cada confronto, era preciso estabelecer critérios. Na verdade, a ideia inicial era só decidir com base na minha opinião e acabou. Mas bateu um surto de democracia em minha tirânica mente e eu optei por adotar três critérios, de modo com que meu voto tivesse peso importante, mas não batesse de frente com a lógica dos concursos de Miss (sim, existe uma lógica nos concursos, ela só tira folga na hora em que as misses dão um passo adiante para responder às perguntas idiotas do júri). Ficaram então como critérios:

– Meu voto (afinal, eu ainda mando nessa joça);
– Fator Miss (aqui, baseado nos resultados mais recentes, tento prever quem venceria o duelo para o júri do concurso);
– Tradição (usei mais uma vez o ranking do Miss Universo, afinal, em confrontos diretos, pesa a camisa, embora não existam mais bobas no missicismo universal).

Em caso de dúvida persistente em um dos critérios, ou empate técnico no ranking do concurso, nenhum dos dois países marca seu gol, gerando placares mais modestos, que refletem disputas mais ferrenhas (e deixam retranqueiros mais excitados do que uma boa e jovem miss). Sigamos então com os resultados dos grupos, bem como com os emparcelamentos do mata-mata (embora miss nenhuma mereça morrer, a não ser que seja pela paz mundial). Ao fim desse calhamaço de informações inúteis que você muito provavelmente não lerá, teremos a grande vencedora do I (isso era pra ser um número romano, no ano que vem vai ficar mais evidente) Miss Universo FIFA.

*****

Grupo A:

Estados Unidos 3×0 Angola
Estônia 1×2 Coreia do Sul (Estônia: Meu voto / Coreia: Tradição e Fator Miss)
Estados Unidos 3×0 Coreia do Sul
Estônia 1×2 Angola (Estônia: Meu voto / Angola: Tradição e Fator Miss)
Estados Unidos 3×0 Estônia
Coreia do Sul 3×0 Angola

Estados Unidos 1ª, Coreia do Sul 2ª

Grupo B:

Venezuela 2×1 Egito (Venezuela: Tradição e Fator Miss / Egito: Meu voto)
Holanda 3×0 Panamá
Venezuela 2×1 Panamá (Venezuela: Tradição e Fator Miss / Panamá: Meu voto)
Holanda 2×1 Egito (Holanda: Meu voto e Tradição / Egito: Fator Miss)
Venezuela 2×1 Holanda (Venezuela: Tradição e Fator Miss / Holanda: Meu voto)
Panamá 1×2 Egito (Panamá: Tradição / Egito: Meu voto e Fator Miss)

Venezuela 1ª, Holanda 2ª

Grupo C:

Finlândia 3×0 Gana
Polônia 1×2 Aruba (Polônia: Meu voto / Aruba: Tradição e Fator Miss)
Finlândia 2×1 Aruba (Finlândia: Meu voto e Tradição / Aruba: Fator Miss)
Polônia 3×0 Gana
Finlândia 3×0 Polônia
Gana 0x3 Aruba

Finlândia 1ª, Aruba 2ª

Grupo D:

Filipinas 1×2 Peru (Filipinas: Tradição / Peru: Meu voto e Fator Miss)
Turquia 1×2 Kosovo (Turquia: Meu voto / Kosovo: Tradição e Fator Miss)
Filipinas 1×2 Kosovo (Filipinas: Tradição / Kosovo: Meu voto e Fator Miss)
Turquia 0x3 Peru
Filipinas 1×1 Turquia (Filipinas: Tradição / Turquia: Meu voto)
Kosovo 1×2 Peru (Kosovo: Fator Miss / Peru: Meu voto e Tradição)

Peru 1ª, Kosovo 2ª (olha o trocadilho aí de novo)

Grupo E:

Brasil 2×1 Bolívia (Brasil: Tradição e Fator Miss / Bolívia: Meu voto)
Hungria 0x3 Suíça
Brasil 1×2 Suíça (Brasil: Tradição / Suíça: Meu voto e Fator Miss)
Hungria 2×1 Bolívia (Hungria: Meu voto e Fator Miss / Bolívia: Tradição)
Brasil 1×1 Hungria (Brasil: Tradição / Hungria: Meu voto)
Suíça 3×0 Bolívia

Suíça 1ª, Brasil 2ª

Grupo F:

Austrália 3×0 Maurício
Portugal 1×1 Israel (Portugal: Meu voto / Israel: Tradição)
Austrália 3×0 Israel
Portugal 1×1 Maurício (Portugal: Meu voto / Maurício: Fator Miss)
Austrália 3×0 Portugal
Israel 1×2 Maurício (Israel: Tradição / Maurício: Meu voto / Fator Miss)

Austrália 1ª, Maurício 2ª

Grupo G:

México 3×0 Argentina
Sérvia 2×1 Malásia (Sérvia: Meu voto e Tradição / Malásia: Fator Miss)
México 3×0 Malásia
Sérvia 0x3 Argentina
México 3×0 Sérvia
Malásia 1×2 Argentina (Malásia: Fator Miss / Argentina: Meu voto e Tradição)

México 1ª, Argentina 2ª

Grupo H:

República Dominicana 2×0 Uruguai (República Dominicana: Tradição e Fator Miss)
Rússia 1×2 Grécia (Rússia: Meu voto / Grécia: Tradição e Fator Miss)
República Dominicana 1×2 Grécia (República Dominicana: Tradição / Grécia: Meu voto e Fator Miss)
Rússia 3×0 Uruguai
República Dominicana 1×2 Rússia (República Dominicana: Tradição / Rússia: Meu voto e Fator Miss)
Grécia 3×0 Uruguai

Grécia 1ª, Rússia 2ª

Oitavas:

Estados Unidos 2×0 Holanda (Estados Unidos: Tradição e Fator Miss)
Venezuela 1×2 Coreia do Sul (Venezuela: Tradição / Coreia do Sul: Gosto pessoal e Fator Miss)
Finlândia 2×1 Kosovo (Finlândia: Meu voto e Tradição / Kosovo: Fator Miss)
Peru 2×1 Aruba (Peru: Meu voto e Tradição / Aruba: Fator Miss)
Suíça 3×0 Maurício
Austrália 2×1 Brasil (Austrália: Meu voto e Fator Miss / Brasil: Tradição)
México 2×1 Rússia (México: Tradição e Fator Miss / Rússia: Meu voto)
Grécia 2×0 Argentina (Grécia: Tradição e Fator Miss)

Quartas:

Estados Unidos 2×0 Peru (Estados Unidos: Meu voto e Tradição)
Coreia do Sul 1×2 Finlândia (Coreia do Sul: Fator Miss / Finlândia: Meu voto e Tradição)
Suíça 1×2 Grécia (Suíça: Meu voto / Grécia: Tradição e Fator Miss)
Austrália 1×1 México (Austrália: Tradição / México: Fator Miss) Na loteria dos pênaltis, optei pelo México, depois de várias cobranças alternadas.

Semifinais:

Estados Unidos 2×1 Grécia (Estados Unidos: Meu voto e Tradição / Grécia: Fator Miss)
Finlândia 2×1 México (Finlândia: Meu voto e Tradição / México: Fator Miss)

Decisão do 3º Lugar:

Grécia 1×2 México (Grécia: Fator Miss / México: Meu voto e Tradição)

Final:

Estados Unidos 1×1 Finlândia (Estados Unidos: Tradição / Finlândia: Meu voto). Na prorrogação, o Fator Miss pesou a favor da americana, já que a finlandesa mede apenas (sic) 1m70.

Confira abaixo uma pequena demonstração das qualidades técnicas e táticas da campeã Alyssa Campanella (e note que belo mosaico cubista alguém pode criar quando posta fotos e o WordPress dá um jeito de colá-las como bem entende). Conseguirá nossa Miss Universo FIFA repetir o resultado no concurso de logo mais? Se levarmos em consideração que os Estados Unidos são os maiores vencedores do concurso e donos dos direitos da competição… mas eu sei que você vai torcer para ela escorregar, tropeçar e cair.

*****

Bonus Track:

A título de curiosidade, aí vai como ficaria a disputa (das oitavas em diante), se só meu voto contasse (e o mundo fosse um lugar melhor, mais justo e mais catalão, holandês, escandinavo e londrino para se viver).

Oitavas:

Estados Unidos x Egito
Holanda x Estônia
Finlândia x Kosovo
Peru x Polônia
Suíça x Portugal
Austrália x Hungria
México x Grécia
Rússia x Sérvia

Quartas:

Estados Unidos x Peru
Holanda x Finlândia
Suíça x Rússia
Austrália x México

Semifinais:

Estados Unidos x Suíça
Finlândia x México

Campeã: Suíça
Vice: Finlândia
3º lugar: Estados Unidos

Kerstin Cook, estou de pé. Venha pegar na minha Jules Rimet e botar pra derreter.

Rogério Ceni não parou no tempo. A opinião de algumas pessoas sobre ele, sim.

A impressão que eu tenho é que os maiores críticos de Rogério ainda olham pra esse senhor de quase 40 anos, pai de gêmeas, amplamente vitorioso e veem aquele rapaz de 20 e mais alguns, que usava camisas espalhafatosas (para não dizer ridículas), não tinha conquistado títulos importantes em campo, dava cortes grosseiros nos repórteres e negava suas falhas. A imagem daquele Rogério Ceni que defendeu a seleção contra o Barcelona em um amistoso no Camp Nou. A imagem do cara que pagaria por sua personalidade forte e controvertida, nunca mais tendo a chance de ser o titular da seleção brasileira, a não ser por um breve período em que Leão fingia ser técnico da Canarinho.

Eu, particularmente, sempre gostei do Rogério. Primeiro porque achava ele bom goleiro (embora o tempo tenha se encarregado de me mostrar que ele ainda não era, mas viria a se tornar um), porque achava um barato vê-lo marcando gols de falta para o time que torço (quantos de vocês que estão lendo podem contar como é essa sensação?) e entendia a personalidade dele. Entendia porque, assim como ele era um aborrescente na profissão, eu era um aborrescente na vida. Entendia, e ainda entendo, porque também achava que o único modo de lidar com quem só quer me ver pelas costas era batendo de frente. Entendia, e sempre seguirei entendendo, porque também sou um chato, daqueles que teimam em defender a sua linha de pensamento. O que não quer dizer que eu não possa mudar de opinião. E que você, que espuma de raiva pelos cantos à simples menção do nome de Rogério, também não possa.

Se hoje o São Paulo não mostra lá muita inteligência na hora de preparar um sucessor para Ceni (posso estar errado, mas acho que se o Dênis for o escolhido, não dura 6 meses no posto), o sucessor de Zetti foi cuidadosamente integrado à equipe. Mais um motivo pro são-paulino idolatrar Telê. Rogério (na época ainda não era Ceni) foi o goleiro do chamado Expressinho, que ganhou a Copa Conmebol sob o comando de Muricy Ramalho, que também era preparado para suceder Telê, embora não tenha sido bem isso o que aconteceu (história para outra teleaula). Seu nome ganhou tanta confiança entre os são-paulinos, que a aposentadoria de Zetti (para muitos, o melhor goleiro que já passou pelo São Paulo) nem foi tão sentida e Rogério assumiu o posto sem maiores sobressaltos. Chamava a atenção por vestir calças compridas e ter boa saída de bola, como se fosse uma cópia do seu antecessor, e passaria a chamar mais atenção ainda quando começou a marcar seus golzinhos.

Aqui cabe um parênteses (e dessa vez, ironicamente, eu não usarei parênteses, algo que tanto faço): o goleiro não sabia nem bater tiro de meta quando chegou ao clube. Ou seja, não é que ele tenha nascido com o dom de bater faltas, como Neymar nasceu com o do drible, ele aprendeu de tanto repetir o fundamento. O que diz muito sobre Ceni, reconhecido por amigos, admiradores, desafetos e críticos como um dos jogadores mais profissionais e dedicados que esse país já teve.

Rogério podia não ser grande coisa pro torcedor de outros clubes, mas já era ídolo no São Paulo, um clube que andava carente de títulos e parecia não se emendar mais, poucos anos depois de ter tido a sequência mais vitoriosa de sua história (qualquer semelhança com o atual momento do clube não é mera coincidência). Nesse cenário, em 2001, viria a mancha nebulosa no currículo do goleiro-artilheiro. Uma proposta mal explicada do Arsenal, que gerou uma suspensão tão mal explicada quanto por parte da diretoria do clube, personificada na época pelo fracassado presidente Paulo Amaral, com quem Rogério não tinha lá uma relação muito boa. Muitos ainda atacam a postura de Rogério, alguns até afirmaram o que não podiam afirmar em rede nacional, foram escorraçados pelo goleiro e tiveram de pagar na Justiça (eu nem tô olhando pra você, Milly Lacombe). Particularmente, não acredito que Rogério tenha forjado assinatura, mas entendo que tenha sim tentado forçar a sua saída do clube. Algo que, diante de tudo que aconteceria depois disso, não diminui o seu valor para o clube, nem o valor do clube para ele. Mostra sim o quanto ele mudou, razão desse texto, que já está com proporções bíblicas.

Já naquela época, Rogério havia evoluído muito como goleiro. Evolução mascarada por seus gols de bola parada, por seus encontrões com a imprensa e pelos zagueiros terríveis que o acompanhavam (pra se ter uma ideia, entre o Válber e o Ronaldão da era Telê e o Lugano, todos zagueiros davam calafrios à torcida do São Paulo… TODOS. Eram mais ou menos como os goleiros do Atlético-MG são hoje). Não à toa, havia vencido sua primeira Bola de Prata, premiação respeitável da Revista Placar, em 2000. O que viria a r epetir em 2003, 2004, 2006, 2007 e 2008, ano em que foi escolhido como o melhor jogador do campeonato, levando também a Bola de Ouro.

Depois da fase das vacas magras, viria então a consagração. Campeão paulista, da Libertadores e do Mundial em 2005, tricampeão brasileiro entre 2006 e 2008. Sempre como protagonista, fazendo defesas difíceis e marcando gols importantes. Fase devidamente coroada com uma exibição impecável contra o Liverpool, na qual viria fazer a maior defesa da sua carreira (perguntem ao Gerrard, crianças) e, graças à exigência da regulamentação da FIFA quanto à posição dos patrocinadores na camisa, ganharia sua imagem de super-herói, a partir daquela camisa preta que levava o escudo do São Paulo no peito, e não no estômago. Sabe aquele papo de que uma imagem vale mais do que mil palavras? Pois é. Eu podia ter evitado escrever tudo isso aqui e colocado uma foto no tumblr, né não?

O mesmo Rogério que dava patadas em repórteres, hoje os trata com uma paciência de Jó. Quando evita a imprensa, é porque sabe que, de cabeça quente, falaria o que não deve. O mesmo Rogério que não admitia falhas de jeito nenhum, hoje não as nega. Pelo contrário, parece se punir por elas por várias rodadas. O mesmo Rogério que saiu do gramado do Camp Nou desfilando arrogância, participou da Família Scolari em 2002 como terceiro goleiro. Em momento algum, criou caso. Pelo contrário, é até hoje muito elogiado por Felipão, pela postura que teve.

Não, Rogério não virou santo. Muito menos humilde. Mas hoje é talvez o único jogador em atividade no futebol brasileiro que tenha uma boa noção do papel que representa para o seu clube e para a sociedade. Hoje mesmo li uma entrevista de Róger (um dos eternos reservas do fominha, é bom que se diga), que disse que Rogério era mal interpretado por alguns companheiros quando cobrava mais esforço nos treinamentos, justificando que em 4 horas eles ganhavam um salário maior do que o trabalhador que chega no serviço às 8 da manhã e só sai às 5 da tarde. Quantos jogadores brasileiros parecem ter consciência disso? Desde quando passou a ser mais legal bater pandeiro na concentração e encher os repórteres de sorrisos e gracinhas ao final das partidas?

Não há mais como negar as principais qualidades de Rogério: profissionalismo, identificação com o clube que defende, poder de liderança, qualidade na saída de bola, bom posicionamento e reflexos apurados, apesar da idade. Também não há como negar os defeitos do goleiro: evita demais sair do gol nas bolas cruzadas, sai ajoelhado para fechar o ângulo do atacante e tem o ego do tamanho do mundo. O que está na hora de notar é que o mesmo ego que por vezes o trai, é o ego que o tornou o maior ídolo de um dos mais tradicionais e vitoriosos clubes brasileiros. E que isso só aconteceu porque ele aprendeu a controlá-lo. Infelizmente, muitas pessoas não aprenderam a controlar sua antipatia para admitir que Rogério Ceni mudou. E que o são-paulino tem sim, direito a considerar hoje como um dia de grande festa. Ganhe, empate ou perca. Afinal, o confronto contra o Atlético-MG, importantíssimo para a trajetória do clube no Brasileirão 2011, hoje é apenas mais um entre mil tardes e noites de um ídolo. Só me resta torcer para que o seu clube tenha um assim um dia. Quem sabe assim você entenda o que eu quis dizer com essa longa ladainha.

ps: Se alguém perguntar por que o texto ficou tão longo, diga que é porque eu quis escrever uma lauda para cada jogo do Ceni.

30 coisas para você fazer nua – uma singela homenagem à Revista Nova

Querida leitora, (eita, isso dava nome de blog, hein?)

A Revista Nova está aí, há décadas, garantindo que várias gerações de mulheres brasileiras mantenham-se paranoicas e saibam como serem criativas na cama. Inspirado na lista que tomou o Twitter de assalto hoje, amontoando 50 coisas que toda mulher (sim, você também) deve (sim, é uma obrigação, pare de enrolar e vá lá cumprir todos os itens, só volte quando puder comprovar que marcou x em tudo) fazer quando estiver pelada, apresento aqui outras 30 sugestões. Espero que gostem. E que gritem meu nome caso cheguem ao orgasmo desempenhando alguma das tarefas recomendadas.

1. Frite deliciosos pastéis numa xícara de café cheia de óleo muito quente, virando as guloseimas com palitos de dente.

2. Pule uma cerca de arame farpado.

3. Demita um ministro da Dilma.

4. Estoure plástico-bolha com as zonas mais erógenas de seu corpo.

5. Acenda um abajur cor de carne e sensualize sob a luz dele pra ver se realmente muda alguma coisa ou era só uma tara absurda do Ritchie.

6. Masturbe o próprio ego com suas axilas peludas e mal asseadas.

7. Verifique em quantos e quais buracos seus cabe uma penteadeira.

8. Descubra quantos chicletes mascados você consegue grudar em seu corpo.

9. Ligue para a CBF e peça pelo adiamento de mais um jogo do Santos no Campeonato Brasileiro.

10. Coloque no seu Foursquare que está na avenida mais movimentada da sua cidade e sinta-se tão desejada e ousada quanto você se sente quando coloca uma foto cheia de photoshop no #lingerieday.

11. Sinta o gentil contato de uma tribo de formigas africanas com suas partes íntimas.

12. Encomende uma pizza e receba o entregador com as mãos sujas de chantily, a frase “você pode pegar o dinheiro no meu bolso traseiro?” e uma piscadela insinuante.

13. Roce as bandas de suas nádegas até que elas façam o barulho semelhante a um ronco de motor. Você vai ficar louca!

14. Pare de ler essa lista e vá se tratar.

15. Esfregue-se desajeitadamente ao som de uma canção de Kátia Cega. Se bem que isso já fizeram no Multishow.

16. Reproduza o penteado mais recente do Neymar na sua penugem pubiana.

17. Cutuque-se a si mesma e surpreenda-se com uma colheita feliz.

18. Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver alguém que você gostaria que estivesse sempre com você, na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê.

19. Lembre do tempo em que você era meio hippie e lia o futuro das amigas na borra de café para desvendar o seu destino nos cânions formados por suas celulites.

20. Tenha certeza de que seu namorado está lhe traindo.

21. Lamba sabão.

22. Mergulhe sua bunda no aquário e confira a reação apaixonada dos peixes à toda sua exuberância.

23. Verifique se o Muammar Khadafi que tanto procuram não está perdido em uma das dobrinhas de sua barriga.

24. Prepare um sanduíche bem farto usando apenas os seus seios. Sim, você consegue, garota!

25. Tenha um ataque histérico e quebre a casa toda quando descobrir que tem um chiclete que você não consegue desgrudar do corpo.

26. Nunca. Jamais. Sob hipótese alguma, cobre um escanteio curto. Nunca dá em nada, acredite.

27. Desprenda-se de preconceitos e afunde seus mamilos na caixa de areia de seu gato.

28. Tape seus orifícios todos com Durepox e convide o Chico Buarque para sair.

29. Tome vergonha na cara, ligue para a Editora Abril e cancele a sua assinatura da revista Nova.

30. Mude seu status de relacionamento nas redes sociais para: NUNCA VOU DESENCALHAR ENQUANTO CONTINUAR LENDO ESSE TIPO DE COISA (vale apra revista e para essa lista também).

Canada Day

Aproveitando o dia em que se celebra essa terra boa, que tantos belos frutos já nos deu, escalo aqui a minha seleção canadense, consagrando as nativas da terra do maple leaf para quem estou eternamente de pé.

1. Cobie Smulders
1.73 m, 29 anos
(3 de abril de 1982, Vancouver)
Grande momento da carreira: How I Met Your Mother

Seu porte e elegância contribuíram para que fosse escolhida para defender a meta desta equipe, mas o fundamental para essa decisão foi que, com seus 1.73 m de altura, ela vê de cima as colegas de um escrete formado por baixinhas.


2. Caroline Dhavernas
1.55 m, 33 anos
(15 de maio de 1978, Montréal)
Grande momento da carreira: Wonderfalls

Grande promessa que não se tornou realidade com o cancelamento prematuro da estranha, mas interessante série Wonderfalls.  Apesar da falta de renome internacional, tem minha total confiança para cuidar da lateral direita.



3. Erica Durance
1.73 m, 33 anos
(21 de junho de 1978, Calgary)
Grande momento da carreira: Smallville

Responsável pela única cena relevante de Smallville, onde mostrou seus talentos como pole dancer, Erica continua vivendo desse momento até hoje. E no que depender de mim, não precisa fazer lá muito mais coisa para manter seu status.

4. Emily VanCamp
1.73 m, 25 anos
(12 de maio de 1986, Port Perry)
Grande momento da carreira: Everwood

Revelada nas montanhas do Colorado, não lhe falta fôlego ao nível do mar. Quarta-zagueira clássica, comete poucas faltas e sabe sair jogando. Cria da TV, precisa se aventurar mais no cinema para comprovar sua capacidade.

6. Evangeline Lilly
1.65 m, 31 anos
(3 de agosto de 1979, Fort Saskatchewan)
Grande momento da carreira: Lost

Conforme demonstrado em entrevistas, falta à menina Evangeline algum parafuso na cabeça. Avoada e maluquinha, parte para o ataque o tempo todo, deixando uma avenida às suas costas. A qual eu adoraria explorar com afinco.



5. Emmanuelle Chriqui
1.60 m, 33 anos
(10 de dezembro de 1977, Montréal)
Grande momento da carreira: Entourage

Descendente de marroquinos, como sua tez amorenada pode demonstrar, traz a relativa malemolência da África Branca para este grupo de anglo-saxãs. Costuma se apresentar de peito aberto, escancarando o que há de melhor.

8. Jessica Lowndes
1.63 m, 22 anos
(8 de novembro de 1988, Vancouver)
Grande momento da carreira: acontecerá quando 90210 for cancelada.

Ainda sem muita cancha para grandes competições, a Megan Fox Light recebe aqui uma grande oportunidade para se provar mais do que um rostinho bonito, dois olhos hipnotizantes e um belo decote. Mas precisa ter cuidado com o botox.


7. Avril Lavigne
1.56 m, 26 anos
(27 de setembro de 1984, Belleville)
Grande momento da carreira: as poucas vezes em que se vestiu como adulta.

Possivelmente, a escolha mais controvertida desta seleção canadense. Apesar dos 26 anos, continua se vestindo e portando como uma adolescente, mas é atrevida caindo pela direita nesse 4-2-3-1. Fora que cantarola musiquinhas bobas e grudentas que contaminam as zagueiras adversárias.



10. Rachel McAdams

1.65 m, 32 anos
(17 de novembro de 1978, London)
Grande momento da carreira: Todos, com ela não tem tempo ruim.

Craque do time, capitã, camisa 10, manda prender e manda soltar. Tudo que sair dessa boca sensacional vira lei. A queridinha do chefe, não sei se deu pra notar.

11. Elisha Cuthbert
1.59 m, 28 anos
(30 de novembro de 1982, Calgary)
Grande momento da carreira: The Girl Next Door

Surgiu como grande promessa, mas andou meio apagada nas últimas temporadas. O certo é que, para quem já fugiu de um puma e se viu diante de um tarado num abrigo anti-bombas da pior subtrama da história de 24 Horas, ela está credenciada a tomar conta da ponta-esquerda. Folcloricamente, se preciso.

9. Katheryn Winnick
1.68 m, 33 anos
(17 de dezembro de 1977, Toronto)
Grande momento da carreira: House MD

Um talento ainda pouco utilizado pelas bandas de Hollywood. Gerou um dos tópicos mais legais do IMDB, o “Admit it, you came here after House”. Com a mesma perseverança e presença de área com que encarou o encardido Dr. House igual para igual (nos tempos em que os roteiristas ainda não faziam o rabugento passar vergonha), encara o ofício de centrovante trombadora deste escrete.