Miss Universo FIFA

Diante da dificuldade de analisar todas as 789 candidatas ao título do Miss Universo (não contei, mas a sensação térmica é essa), me peguei a pensar se não estava na hora dos organizadores investirem em eliminatórias regionais, para refinar a busca pela mais linda (mulher anoréxica que não tenha vergonha de usar uma coroa e uma faixa e acenar sorridente como se isso fosse completamente normal) do planeta. De início, minha intenção aqui era apenas montar meu tradicional onze inicial de beldades, mas pensei que poderia criar aqui uma nova competição, nos moldes da Copa do Mundo de futebol.

Para início de conversa, decidi selecionar as moças por região, sem usar de critérios mais elaborados (ou seja, escolhi as que o coração mandou, porque eu sou assim, romântico). Segui a divisão da FIFA, com apenas uma modificação: diante da escassez de candidatas africanas e da tradição e abundância (em sentido de número, lembrem que misses não têm nádegas) que os países caribenhos emprestam ao evento, transferi uma vaga. Considerei também que sul-americanas, norte-ou-centroamericanas e caribenhas, asiáticas e oceânicas disputariam duas repescagens e optei por dar essas vagas à Conmebol e à Concacaf. Tudo arbitrariamente, mas sem corrupção, afinal, eu não posso comprar meu próprio voto. Até posso, mas correria risco de tomar autocalote.

Sendo assim, chegamos às 32 classificadas para a disputa do I Miss Universo FIFA:

País-sede – Brasil
Concacaf – Aruba, Estados Unidos, México, Panamá e República Dominicana
Conmebol – Argentina, Bolívia, Peru, Uruguai e Venezuela.
UEFA – Estônia, Finlândia, Grécia, Holanda, Hungria, Israel, Kosovo, Polônia, Portugal, Rússia, Sérvia, Suíça e Turquia.
CAF – Angola, Egito, Gana e Maurício (não, não é aquele do vôlei, mas de repente ela pode lhe levantar).
AFC – Austrália, Coreia do Sul, Filipinas e Malásia.

Para a definição das cabeças de chave, fiz uso do ranking do Miss Universo. Sim, meus amigos, existe um ranking. E ele funciona como se fosse o quadro de medalhas olímpico, pontuando as moças que são coroadas rainha e princesas. OK, isso é no Baile Municipal do Recife, no Miss Universo não sei do que são chamadas as perdedoras mais bem qualificadas. Sendo assim, encabeçam os grupos as misses de Austrália, Brasil (que entra na lista como país-sede, mas entraria normalmente pelo ranking), Estados Unidos, Filipinas, Finlândia, México, República Dominicana e Venezuela.

Para completar os grupos, segui um preceito básico adotado pela seita comandada por Josep Blatter: adicionei uma europeia em cada chave. Depois saí sorteando o resto. Os grupos ficaram assim então.

A – Estados Unidos, Estônia, Coreia do Sul e Angola.
B – Venezuela, Holanda, Panamá e Egito.
C – Finlândia, Polônia, Aruba e Gana.
D – Filipinas, Turquia, Kosovo e Peru. *
E – Brasil, Hungria, Suíça e Bolívia.
F – Austrália, Portugal, Israel e Maurício.
G – México, Sérvia, Malásia e Argentina.
H – República Dominicana, Rússia, Grécia e Uruguai.

* Por favor, antentem para o potencial standupcômico do confronto Peru-Kozovo.

Para definir as vitoriosas em cada confronto, era preciso estabelecer critérios. Na verdade, a ideia inicial era só decidir com base na minha opinião e acabou. Mas bateu um surto de democracia em minha tirânica mente e eu optei por adotar três critérios, de modo com que meu voto tivesse peso importante, mas não batesse de frente com a lógica dos concursos de Miss (sim, existe uma lógica nos concursos, ela só tira folga na hora em que as misses dão um passo adiante para responder às perguntas idiotas do júri). Ficaram então como critérios:

– Meu voto (afinal, eu ainda mando nessa joça);
– Fator Miss (aqui, baseado nos resultados mais recentes, tento prever quem venceria o duelo para o júri do concurso);
– Tradição (usei mais uma vez o ranking do Miss Universo, afinal, em confrontos diretos, pesa a camisa, embora não existam mais bobas no missicismo universal).

Em caso de dúvida persistente em um dos critérios, ou empate técnico no ranking do concurso, nenhum dos dois países marca seu gol, gerando placares mais modestos, que refletem disputas mais ferrenhas (e deixam retranqueiros mais excitados do que uma boa e jovem miss). Sigamos então com os resultados dos grupos, bem como com os emparcelamentos do mata-mata (embora miss nenhuma mereça morrer, a não ser que seja pela paz mundial). Ao fim desse calhamaço de informações inúteis que você muito provavelmente não lerá, teremos a grande vencedora do I (isso era pra ser um número romano, no ano que vem vai ficar mais evidente) Miss Universo FIFA.

*****

Grupo A:

Estados Unidos 3×0 Angola
Estônia 1×2 Coreia do Sul (Estônia: Meu voto / Coreia: Tradição e Fator Miss)
Estados Unidos 3×0 Coreia do Sul
Estônia 1×2 Angola (Estônia: Meu voto / Angola: Tradição e Fator Miss)
Estados Unidos 3×0 Estônia
Coreia do Sul 3×0 Angola

Estados Unidos 1ª, Coreia do Sul 2ª

Grupo B:

Venezuela 2×1 Egito (Venezuela: Tradição e Fator Miss / Egito: Meu voto)
Holanda 3×0 Panamá
Venezuela 2×1 Panamá (Venezuela: Tradição e Fator Miss / Panamá: Meu voto)
Holanda 2×1 Egito (Holanda: Meu voto e Tradição / Egito: Fator Miss)
Venezuela 2×1 Holanda (Venezuela: Tradição e Fator Miss / Holanda: Meu voto)
Panamá 1×2 Egito (Panamá: Tradição / Egito: Meu voto e Fator Miss)

Venezuela 1ª, Holanda 2ª

Grupo C:

Finlândia 3×0 Gana
Polônia 1×2 Aruba (Polônia: Meu voto / Aruba: Tradição e Fator Miss)
Finlândia 2×1 Aruba (Finlândia: Meu voto e Tradição / Aruba: Fator Miss)
Polônia 3×0 Gana
Finlândia 3×0 Polônia
Gana 0x3 Aruba

Finlândia 1ª, Aruba 2ª

Grupo D:

Filipinas 1×2 Peru (Filipinas: Tradição / Peru: Meu voto e Fator Miss)
Turquia 1×2 Kosovo (Turquia: Meu voto / Kosovo: Tradição e Fator Miss)
Filipinas 1×2 Kosovo (Filipinas: Tradição / Kosovo: Meu voto e Fator Miss)
Turquia 0x3 Peru
Filipinas 1×1 Turquia (Filipinas: Tradição / Turquia: Meu voto)
Kosovo 1×2 Peru (Kosovo: Fator Miss / Peru: Meu voto e Tradição)

Peru 1ª, Kosovo 2ª (olha o trocadilho aí de novo)

Grupo E:

Brasil 2×1 Bolívia (Brasil: Tradição e Fator Miss / Bolívia: Meu voto)
Hungria 0x3 Suíça
Brasil 1×2 Suíça (Brasil: Tradição / Suíça: Meu voto e Fator Miss)
Hungria 2×1 Bolívia (Hungria: Meu voto e Fator Miss / Bolívia: Tradição)
Brasil 1×1 Hungria (Brasil: Tradição / Hungria: Meu voto)
Suíça 3×0 Bolívia

Suíça 1ª, Brasil 2ª

Grupo F:

Austrália 3×0 Maurício
Portugal 1×1 Israel (Portugal: Meu voto / Israel: Tradição)
Austrália 3×0 Israel
Portugal 1×1 Maurício (Portugal: Meu voto / Maurício: Fator Miss)
Austrália 3×0 Portugal
Israel 1×2 Maurício (Israel: Tradição / Maurício: Meu voto / Fator Miss)

Austrália 1ª, Maurício 2ª

Grupo G:

México 3×0 Argentina
Sérvia 2×1 Malásia (Sérvia: Meu voto e Tradição / Malásia: Fator Miss)
México 3×0 Malásia
Sérvia 0x3 Argentina
México 3×0 Sérvia
Malásia 1×2 Argentina (Malásia: Fator Miss / Argentina: Meu voto e Tradição)

México 1ª, Argentina 2ª

Grupo H:

República Dominicana 2×0 Uruguai (República Dominicana: Tradição e Fator Miss)
Rússia 1×2 Grécia (Rússia: Meu voto / Grécia: Tradição e Fator Miss)
República Dominicana 1×2 Grécia (República Dominicana: Tradição / Grécia: Meu voto e Fator Miss)
Rússia 3×0 Uruguai
República Dominicana 1×2 Rússia (República Dominicana: Tradição / Rússia: Meu voto e Fator Miss)
Grécia 3×0 Uruguai

Grécia 1ª, Rússia 2ª

Oitavas:

Estados Unidos 2×0 Holanda (Estados Unidos: Tradição e Fator Miss)
Venezuela 1×2 Coreia do Sul (Venezuela: Tradição / Coreia do Sul: Gosto pessoal e Fator Miss)
Finlândia 2×1 Kosovo (Finlândia: Meu voto e Tradição / Kosovo: Fator Miss)
Peru 2×1 Aruba (Peru: Meu voto e Tradição / Aruba: Fator Miss)
Suíça 3×0 Maurício
Austrália 2×1 Brasil (Austrália: Meu voto e Fator Miss / Brasil: Tradição)
México 2×1 Rússia (México: Tradição e Fator Miss / Rússia: Meu voto)
Grécia 2×0 Argentina (Grécia: Tradição e Fator Miss)

Quartas:

Estados Unidos 2×0 Peru (Estados Unidos: Meu voto e Tradição)
Coreia do Sul 1×2 Finlândia (Coreia do Sul: Fator Miss / Finlândia: Meu voto e Tradição)
Suíça 1×2 Grécia (Suíça: Meu voto / Grécia: Tradição e Fator Miss)
Austrália 1×1 México (Austrália: Tradição / México: Fator Miss) Na loteria dos pênaltis, optei pelo México, depois de várias cobranças alternadas.

Semifinais:

Estados Unidos 2×1 Grécia (Estados Unidos: Meu voto e Tradição / Grécia: Fator Miss)
Finlândia 2×1 México (Finlândia: Meu voto e Tradição / México: Fator Miss)

Decisão do 3º Lugar:

Grécia 1×2 México (Grécia: Fator Miss / México: Meu voto e Tradição)

Final:

Estados Unidos 1×1 Finlândia (Estados Unidos: Tradição / Finlândia: Meu voto). Na prorrogação, o Fator Miss pesou a favor da americana, já que a finlandesa mede apenas (sic) 1m70.

Confira abaixo uma pequena demonstração das qualidades técnicas e táticas da campeã Alyssa Campanella (e note que belo mosaico cubista alguém pode criar quando posta fotos e o WordPress dá um jeito de colá-las como bem entende). Conseguirá nossa Miss Universo FIFA repetir o resultado no concurso de logo mais? Se levarmos em consideração que os Estados Unidos são os maiores vencedores do concurso e donos dos direitos da competição… mas eu sei que você vai torcer para ela escorregar, tropeçar e cair.

*****

Bonus Track:

A título de curiosidade, aí vai como ficaria a disputa (das oitavas em diante), se só meu voto contasse (e o mundo fosse um lugar melhor, mais justo e mais catalão, holandês, escandinavo e londrino para se viver).

Oitavas:

Estados Unidos x Egito
Holanda x Estônia
Finlândia x Kosovo
Peru x Polônia
Suíça x Portugal
Austrália x Hungria
México x Grécia
Rússia x Sérvia

Quartas:

Estados Unidos x Peru
Holanda x Finlândia
Suíça x Rússia
Austrália x México

Semifinais:

Estados Unidos x Suíça
Finlândia x México

Campeã: Suíça
Vice: Finlândia
3º lugar: Estados Unidos

Kerstin Cook, estou de pé. Venha pegar na minha Jules Rimet e botar pra derreter.

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